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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Devocional: Quando porcos valem mais que o homem!

Marcos 5.1-20.


Em certa ocasião Jesus Cristo visitou a terra dos gerasenos. Lá encontrou um homem vindo dos sepulcros, em estado lastimável. Estava possesso por um espírito imundo, como diz a Bíblia.
Estar possesso por um espírito imundo é o mesmo que estar endemoninhado (cf. v. 15), ou seja, significa que a pessoa está possuída pelo Demônio, dominada por ele e não tem mais controle próprio.
Não há ocasião mais degradante para o homem, estado mais terrível para o ser do que aquele de encontrar-se, literalmente, dominado pelo mal. O homem foi feito à imagem de Deus e deve, portanto, glorificar ao Senhor e não servir de instrumento de Satanás, ou, numa linguagem mais popular, servir de “cavalo do Diabo”.
Alguns estudiosos dizem que o inimigo se aproxima das pessoas, dependendo da liberdade que encontra, progredindo em quatro estados: o primeiro é a sugestão, quando há apenas influências externas e vagas; o segundo é a opressão, quando as influências iniciais foram bem-sucedidas e a ação tornou-se mais significativa, ocasionando alguma interferência; o terceiro estado é possessão, quanto a vida passa ao domínio do demônio e o maligno assume o corpo, a fala e a mente da vítima; por fim, o último estágio é a concessão, quando, além de ser possuída, a pessoa torna-se uma espécie de soldado do Diabo, trabalhando e executando seus interesses. O geraseno estava num desses últimos estágios!
Ser dominado pelo Diabo implica em degradação humana e espiritual. Aquele homem estava arruinado: morava nos sepulcros (como bicho), preso por cadeias, indomável, gritava durante as noites e se feria com as pedras. Era uma pessoa que havia perdido a personalidade e vivia como animal. Um ser humano esvaziado, destroçado e condenado!
Ninguém na região sabia como ajudá-lo. Ninguém conseguia trazê-lo de volta à humanidade! Contudo, Jesus Cristo, apenas com algumas palavras, mudou aquela realidade. Ele disse: “Espírito imundo, sai desse homem!” (v. 8). Diante do Senhor os demônios não poderam resistir. Tiveram que deixar aquele homem em paz. Tiveram que o liberar!
Os espíritos ainda rogaram, antes da retirada, que Jesus permitisse a eles entrarem numa vara de porcos, o que foi permitido. Não se sabe bem o porquê, mas esse pedido inusitado foi concedido, o que mostrou ainda mais a autoridade de Jesus sobre toda a criação. Contudo, “a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram”.
O homem ficou são. Os demônios saíram e ele voltou à normalidade. “Indo ter com Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido, em perfeito juízo” (v. 15). O fato foi testemunhado por muitos da região. A boa nova se espalhou. Mas, não somente o fato da cura e libertação do homem ganhou as “manchetes dos jornais”, o extermínio dos porcos igualmente ganhou evidência.
O ato, que deveria ter sido recebido com aplausos e festejos, com muita gratidão e honrarias, pois um homem, que “estava morto, reviveu” passou a ser execrado, pois trouxe prejuízo financeiro!
Os homens da região vieram a Jesus e pediram que Ele se retirasse da terra deles! Assim, mostraram o que estava em seus corações: “porcos valem mais que homens”. Um problema individual havia sido resolvido, outro monstruoso problema social havia sido descoberto: a ganância em detrimento do valor humano!
Que pena! É uma decepção perceber que às vezes o povo valoriza mais o lucro do que uma vida! Triste ver pessoas que fazem o bem serem questionadas, execradas e expulsas da sociedade porque contrariam o interesse da elite. É de partir o coração ver a inversão de valores acontecendo e ganhando força numa sociedade, que tem o bem por mal e o mal por bem!
Pior ainda é ver os homens expulsando Jesus Cristo e ficando com seus demônios prediletos. Abraçando as trevas e renegando a luz. Vivendo este mundo e se esquecendo do Reino de Deus. Pensando nas coisas materiais e negligenciando as realidades espirituais. Vivendo para a carne e não para o Espírito de Deus!
A mensagem que fica é para que não imitemos esse procedimento. Que nunca valorizemos mais porcos do que uma vida. Que continuemos firmes nos princípios do Senhor, reafirmando que “uma vida vale mais que o mundo inteiro”. Deus nos abençoe.