Frases

domingo, 14 de maio de 2017

UMA MÃE AGRACIADA POR CRISTO

Fonte imagem: www.google.com

Lucas 7.11-17

INTRODUÇÃO

Hoje é reconhecidamente um dia especial. Comemoramos o dia das mães, e a Bíblia tem muitos textos que falam sobre mães. Um deles, bastante notável, e que iremos meditar neste momento, é o encontro de Jesus Cristo com uma mãe que passava por sérios problemas. Na verdade seu filho havia morrido e grande era a dor que ela vivia naquela ocasião. Veremos qual foi a reação de Jesus Cristo e tiraremos algumas lições do acontecimento.

I – As condições tristes e os momentos funestos que vivemos por causa do pecado!

O versículo 12 (v. 12) de nosso texto afirma que “saía o enterro do filho único de uma viúva”. A ocasião não era das melhores. Uma morte sempre é muito dolorosa e quebranta os corações. É um momento de extrema tristeza e dor. Uma das maiores angústias pelas quais passamos realmente é quando nos deparamos com a morte de um ente querido. Ficamos impotentes diante da situação. Nada podemos fazer para mudar o quadro.

Essa mãe estava passando pela triste situação de ter que enterrar um filho, seu único filho! Há um agravo extra na condição dela. Além do filho, ela tinha também perdido o marido. Tinha experimentado duas grandes perdas em sua vida. E agora estava só. Seu marido havia partido, e seu único filho também havia morrido. O teólogo A. T. Robertson citando Burton Scott Easton afirma em seu comentário sobre o evangelho de Lucas: “A morte do único filho de uma viúva era a maior desgraça imaginável”. Ainda o teólogo A. T. Robertson nos explica que o termo viúva (chra) se origina de (choV), destituída. O que dá mais força à emoção. Imaginemos o que se passava no coração dessa mãe e como estava sua vida naquele momento.

Numa perspectiva bíblica podemos dizer que tais angústias nos sobrevêm por causa do pecado. Direta ou indiretamente são consequências da queda. O apóstolo Paulo nos fala em Romanos 5.12 que “assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”.

Realmente os efeitos do pecado são funestos, terríveis. A dor, sofrimento, a condição miserável da sociedade, as maledicências, a inveja, os assassinatos, as brigas, intrigas, as doenças e por fim a morte (Rm 1.28-32). As consequências de nos distanciarmos de Deus são fortes demais. Ao nos distanciarmos de Deus só encontraremos realmente a morte, pois, automaticamente, estaremos nos distanciando da vida. Então, ao ver uma ocorrência como esta não podemos simplesmente desconsiderar o efeito do pecado. Mas, que sirva de lição para a humanidade: sem Deus o que impera é a morte!

II – A compaixão de Jesus Cristo

No momento em que Jesus Cristo estava entrando na cidade coincidiu de o enterro do filho dessa mulher estar acontecendo. Jesus presenciou o fato, e, como seria comum a qualquer pessoa, teve compaixão!

Jesus Cristo conseguiu sentir a dor da mulher, se colocou no lugar dela e percebeu a dimensão de seu sofrimento. O fato nos mostrou um pouco da humanidade de Jesus, pois sabemos que ele foi completamente humano. Assumiu a natureza humana, para se identificar inteiramente conosco e poder realmente promover nossa salvação substitutiva.

Assim, o que veremos a seguir, a ação de Jesus Cristo, foi impulsionada por seu sentimento, por sua compaixão. O Senhor não agiu simplesmente para ensinar algo, de modo didático, não agiu para autenticar seu ministério ou sua palavra como verdadeira. Agiu por compaixão. Simplesmente porque viu uma pessoa sofrendo muito e teve pena de tal condição.

Isso nos fala muito ao coração, porque amplia de certa forma, nossa visão sobre o agir de Deus em nossas vidas. Além de o Senhor agir de diversas maneiras, para nos ensinar, nos corrigir, mostrar sua glória, ele também o faz simplesmente por compaixão de nossa situação. Que possamos confiar sempre no Deus que tem compaixão de nós.

III – Não chores!

Jesus disse a mulher: “Não chores!” (v. 13). Essa palavra é consoladora, mas também profética. Só Jesus poderia tê-la dito naquelas circunstâncias. Ninguém pode chegar para uma pessoa enlutada e dizer não chores, simplesmente porque ninguém consegue resolver o problema da dor da pessoa. Na verdade, nosso conselho comum é: “chore, será bom pra você”.

Falar não chore poderia suscitar até uma resposta atravessada, a pessoa poderia simplesmente perguntar: “Como assim não chore? Você não sabe do meu sofrimento e da minha dor? É insuportável e ninguém pode fazer nada para sará-la e você diz simplesmente para não chorar, como se nada estivesse acontecendo?”.

Mas, Jesus não era qualquer um. E sua palavra: “não chore” não era apenas retórica. O texto prossegue e afirma que Jesus chegou ao esquife (urna funerária, caixão) e “parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te! Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe”   (v. 14).

Jesus Cristo pode dizer não chores a qualquer um, pois ele é o Senhor de todas as coisas e pode resolver qualquer situação. Na verdade, ele é quem finalmente e definitivamente “enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap 21.4). Não é à toa que ele chama a todos dizendo: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Simplesmente porque ele realmente pode.

IV – O infinito poder de Jesus Cristo

Jesus, “parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te! Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe” (v.14). O texto mostra o infinito poder de Jesus Cristo! Sem nenhuma dificuldade, somente com uma palavra, assim como todas as coisas que são operadas por Deus, o que estivera morto ressuscitou.

A morte não teve poder para segurar o jovem. Além de o texto nos mostrar o poder de Jesus, mostrou que esse poder é infinito. Somente Deus poderia ter tal força de romper até mesmo contra a morte. O Senhor se mostrou, nesta atitude, como nosso Deus, ou seja, aquele que tem todo poder. Essa obra somente o próprio Deus poderia fazer.

Jesus mostrou seu poder em outras ocasiões. Mandou a tempestade se acalmar (Lc 8.24). Curou cego (Jo 9.7), coxo (Jo 5.8) e outros enfermos (Lc 4.40). Ressuscitou mortos (Jo 11.43-44). Enfim, mostrou que toda criação está sob seu poder. Ele é o Senhor. Podemos confiar e crer que para Deus não há impossíveis. Para Jesus Cristo não há nada que ele não possa fazer.

Nossa visão a respeito de Jesus às vezes é muito limitada. Não enxergamos como deveríamos, ou seja, percebendo que nosso Senhor é o Todo-Poderoso. Não há problema insolúvel, não há situação demasiada difícil. Tudo é possível ao Senhor. Ele pode mudar os ventos, transformar água em vinho, e morte em vida. Basta uma palavra do Senhor. Basta seu querer e tudo será feito. Clamemos ao Senhor com a convicção de que tudo é possível para ele. Depositemos nossa vida diante dele sabendo que o mais ele fará. Confiemos nosso destino em suas mãos sabendo que estamos seguros, pois de sua mão ninguém poderá nos arrebatar. Somos ovelhas bem cuidadas e protegidas.

V – Glória a Deus

Vendo isso todos temeram a Deus e deram glória ao seu nome. Diziam: “Grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo” (v.16). É quase impossível reter o louvor diante de um fato como esse. Diante de uma demonstração de poder, misericórdia e compaixão como essa.

Podemos fazer o mesmo, glorificar ao Senhor! Pois, da mesma maneira que o Senhor teve compaixão daquela mãe, ele continua tendo compaixão de nós. Seus olhos estão atentos e seus milagres também nos alcançam cotidianamente. O Senhor é o mesmo ontem e hoje.
A ação pode não ser tão vultosa como a ressurreição de um morto, mas tão importante quanto, pois nos traz vida e a vida em abundância.

Devemos glorificar a Deus sabendo que milagres tão importantes quanto este visto são frequentemente feitos quando uma alma se converte e, de fato, passa da morte para a vida. Quando nossos parentes são alcançados pelo Senhor, realmente uma obra milagrosa nos foi concedida. A compaixão de Deus nos alcançou com certeza. O Senhor continua agindo no meio do Seu povo. O Senhor continua salvando. Glória ao Senhor para sempre.

CONCLUSÃO

O Senhor olhou para aquela mãe e com compaixão mudou sua sorte. Restituiu a vida a seu filho e lhe transformou a tristeza em grande alegria. Jesus Cristo pôde dizer “não chores!”. O Senhor tem todo o poder para mudar e transformar vidas. É o que ficou nítido.

Que nós mantenhamos sempre a melhor visão a respeito do Senhor, sabendo que ele é misericordioso, tem compaixão de nós, tem todo o poder e nos abençoa com sua graça e seus milagres sem fim.


Glória, pois, ao Senhor, para sempre!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Caro amigo, por favor deixe seu comentário. Obrigado.